O Clube de Naturismo de Brasília denominado Clube Naturista Planalto Central – PLANAT. O PLANAT define-se como um Clube de famílias de ampla estratificação social, fundado em 21 de maio de 1995, filiado à Federação Brasileira de Naturismo – FBRN, sem fins lucrativos, apartidário
Assim, o Planat é grupo de naturistas que forma um clube de orientação familiar, caracterizado pela prática da nudez social conforme preconizado no Congresso Mundial da Federação Internacional de Naturismo, realizado em A’gde, França, 1974, que deu origem à definição oficial de naturismo adotada pela Federação Brasileira de Naturismo, que é a seguinte:
“Naturismo é um modo de vida, em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática da nudez social, com a intenção de encorajar a autoaceitação, o respeito pelo próximo e pelo meio ambiente”.
O Clube Naturista Planalto Central – PLANAT nasceu da vontade de um pequeno grupo de pessoas de Brasília de viver a liberdade de forma autêntica, próxima à natureza e baseada no respeito. Antes de se chamar PLANAT, o grupo surgiu como Difenat – Núcleo Naturista do Distrito Federal, liderado inicialmente por Sérgio Antunes.
O primeiro encontro aconteceu no início da década de 1990, em um domingo, na região conhecida como Lagoa Feia, em Planaltina (então chamada por muitos de “Brasília Velha”). Foi um momento simples, espontâneo e marcante. Ali, entre conversas sobre naturismo, uma mulher Maria* (*nome fictício), reconhecida como a primeira naturista de Brasília, levantou-se e disse: “Uai, viemos aqui para conversar ou para tirar a roupa?” — e tirou a roupa sem hesitar. Seu gesto corajoso inspirou o grupo inteiro a fazer o mesmo. Assim começou, oficialmente, a prática naturista organizada no Distrito Federal.
A partir daquele encontro histórico, o grupo lavrou sua primeira ata de fundação. Sem internet ou redes sociais, a organização se comunicava por meio de uma caixa postal nos Correios — endereço que começou a aparecer em reportagens nos jornais locais, como o Correio Braziliense.
Um desses apoiadores era um jornalista e fotógrafo que registrou a fase mais inocente e despretensiosa do naturismo em Brasília. As fotos eram reveladas em lojas comuns, com famílias e todos os participantes — uma época de pureza e simplicidade, antes de mudanças sociais e legais que exigiram mais cuidados.
Com o aumento das notícias, as cartas começaram a chegar em grande volume, vindas de pessoas curiosas ou desejosas de conhecer o naturismo. A caixa postal ficava cheia semanalmente, e a lista de interessados ultrapassou duzentas famílias, levando a encontros com mais de cem participantes.
Com o crescimento do movimento, o Difenat foi reorganizado. Criou-se um estatuto, um código de ética e, oficialmente, o nome Clube Naturista Planalto Central – PLANAT. A diretoria foi estruturada, tendo como um de seus primeiros presidentes Edson Aguiar, de Anápolis — até hoje um dos grandes conhecedores da história do clube.
Ao longo dos anos, o PLANAT passou por vários lares. Hoje, o PLANAT mantém suas atividades em uma chácara acolhedora, onde promovemos encontros regulares em clima de convivência, segurança e respeito. Alguns associados também oferecem suas casas para encontros especiais, como os tradicionais encontros no Lago Sul, fortalecendo o sentido de comunidade.
Da inocência dos anos iniciais às exigências legais e sociais que surgiram depois, o Planat evoluiu, adaptou-se e manteve viva sua essência:
a liberdade responsável, o naturismo ético e a convivência harmoniosa com a natureza e com o outro.
Embora muitos dos fundadores já não estejam presentes, sua memória permanece viva em nossos registros e na identidade do clube. Somos herdeiros de sua coragem, simplicidade e visão.
O PLANAT segue hoje como um espaço de acolhimento, amizade e continuidade — preservando uma história única construída por pessoas que acreditaram, e ainda acreditam, em uma forma mais natural e verdadeira de viver.









Além do Código de Ética do Naturismo (https://www.fbrn.org.br/conduta-e-normas-de-etica/), seguimos as seguintes regras de convivência: